22.6.11
English
16.6.11
15.6.11
Block é o novo "Fora"
Em tempos de Twitter, Facebook, Gaydar, Grindr e afins, bloqueio é sinal de que a inocência foi perdida e que a infatuação tem que passar.
Também é sinal de que a vida continua e que eu não mudo: o que muda é somente a outra pessoa.
Há tempos eu tenho no fundo da memória a música "Are You Still Mad" da Alanis. Duas frases me chamam atenção: "Are you still mad I had a an emotional affair?" e a outra é "Are you still mad that I gave up long before you did?". Ambas exemplificam perfeitamente o luquidificador de idéias em que se tornou a minha cabeça. A primeira porque ao contrário de muita gente que trai, eu não traio com o corpo - eu sou ainda mais baixo e entrego a minha alma também, só que por culpa eu volto pra casa arrependido e vivo a segunda sentença comigo mesmo, e eu sinto falta do que eu não tive...
Um dia desses a Rita Lee tuitou: "nostalgia é relembrar e sentir falta, saudade é querer de novo o que já se teve..."
30.5.11
O SonhoIimita a Vida
Hoje eu acordei de um sonho em que eu tentava não me esquecer de algo que eu deveria escrever. O sonho era interrompido freqüentemente para que eu me concentrasse e não perdesse a linha de raciocínio... mas eu não preciso dizer que eu não faço idéia do que eu não deveria me esquecer: o sonho imita a vida, não é verdade?
15.5.11
Inadequado
Este é um post difícil porque eu não sei direito organizar o que eu sinto a respeito da minha inadequação social. Eu adoro multidões, eu amo platéia, mas odeio me expor. Eu me apego demais aos que me dão atenção e por isso eu "preciso" fazer tudo certo - daí a minha necessidade de ser o melhor, nem que pra isso eu me cerque de idiotas. Eu ainda
Morro de vergonha da Élida por ela ter visto a minha inadequação... Nós nos distanciamos quando ela viu que eu era mais marqueting do que conteúdo - e eu não a culpo por isso. Ela quer vencer, então por que me manter por perto se ela viu o meu limite? E não foi ela apenas a me expulsar do convívio social: o Maycon fez o mesmo quando eu não era mais necessário, e levou os meus amigos consigo: eu não suportei não ser o host!
E depois que Samuel saiu pela coxia, eu me senti mais que excluído: pela primeira vez na vida eu entendi que eu era mesmo inadequado.
E hoje em dia num país cuja língua não me é nativa, meu coração corta por entender que pode ter sido esta mesma inadequação a que meu pai se referia quando decidiram pra ele que ele seria a vítima.
Hoje em dia depois da reforma ortográfica nem mesmo o Português é o meu ponto forte. Estudo? Atualização? Eu não sei decidir se tomo banho de banheira ou de chuveiro, quem diria o topo da minha lista de prioridades!
14.5.11
Sobre a escrita
Eu sempre me conformei com a supraperformance (tá certa essa fusão, meu deus?) sobre os medíocres, e tal aceitação pode nunca ter sido tão forte em mim quanto agora.
Quem me culpa por não me igualar aos excepcionalmente bons se eu posso me exceder ante aos medíocres? Humilhação seria eu me igualar a eles ou se eles me alcançarem... Jogada de mestre? Preguiça? Medo? Planejamento excessivo? Covardia? Ou simples sorte? Será que um dia eu vou descobrir?
5.5.11
What do babies do all day?
24.2.11
A dor...
19.2.11
O que ficou para trás
23.12.10
Fim de ano...
Minha casa? Meu objetvo de vida? Minha relacao com o deus? Minhas escolhas? Meus semelhantes? Minha identidade? Minha afiliação: todos amorfos, indefinidos.
Nada é claro. Nada é conclusivo. Nada é direto. E eu não me sinto aceito.
Nada é confirmado. Casa é lugar nenhum, e eu nunca precisei me esforçar de verdade.
Eu me desfiz do material pensando que eu ficaria mais leve e joguei muitas coisas fora, mantendo apenas fotos e livros e outras coisas que eu preciso esculpir em algo consistente e pacífico pra mim, como a minha tatuagem, meus amigos no coração, o cheiro da casa dos meus pais e a certeza de que eu fiz parte de algo. O senso de mim mesmo, um (des)propósito definido, minhas raízes procurando e o desejo de ser limbo nunca mais...
15.8.10
Eu ainda luto pra não morrer.
Eu luto pra me manter vivo dentro de mim.
Eu luto pra não deixar morrer o que existe de mais primordial em mim, e que me é tão querido – e maldito. Sim, as contradições são meu nêmesis, e meu prazer. Escolha é o meu inferno e paraíso: é o meu depois da morte.
Eu hoje me vejo como meu pai, sempre perguntando da correta maneira de se dizer e de se fazer, e me maravilhando com o quanto se pode aprender num segundo. Por outro lado eu me sinto derrotado por não ser o prodígio e a referência. Eu fui mal-acostumado. Ou talvez apenas rodeado por mediocridade. Ou talvez eu fosse mesmo o dotado, mas o medo de cair foi maior, e eu fugi.
Sim, eu fugi com a intenção de me procurar, e hoje em dia eu luto pra não me perder...
Eu me guio na claridade, procurando pela escuridão – e vice-versa: tudo pra não esquecer de como eu era: alguém de quem eu não sei se sinto, realmente, falta. Alguém que exagera nas vírgulas. Alguém que não consegue decidir por um banho de chuveiro ou de banheira. Alguém que segue o caminho das circunstâncias e se deixa guiar pela maré. Alguém que inventa necessidades pra se prender ao atual porto-seguro. Alguém que inventa um passado e resiste ao futuro. Alguém que escreve sem pensar e vomita palavras,mas depois das limpa do papel – anal que é. Alguém que não sabe exatmaente o que quer – ou não tenha, talvez, noção nenhuma do que quer. Esse alguém sou eu e esse eu ativa e desativa o Caps Lock, e reconhece o som das teclas do computador. Um alguém que quer não querer o sucesso por medo. Ele não sabe que de quê ele tem medo. Alguém que se recusa a usar a nova grafia!
Talvez ele tenha medo de esquecer como se usam as palavras “não” e “talvez”, que lhe soam como “obrigado” e “por favor” – sentenças que um dia alguém disse que o levariam longe. E esse longe, ele sempre pensou, seria um termo metafísico, e não extenção territorial. Um longe que pensava não estar tão intimamente conectado a humildade. Humildade que se confunde com subserviência, e que se mistura com fobia social.
As máscaras ou não servem ou não se fixam, e ele sai correndo da multidão – pelo menos em pensamento, porque coragem pra ser neurótico lhe falta, por medo de ser anti-social.
É por isso todo que ele (ainda) escreve!
27.6.10
16.5.10
Outra vez!?
Eu acho que eu vivo para expor a minha opinião. Quero, na verdade, que as pessoas concordem comigo. Não: não quero mudar o mundo, mas viver confortavemente como conseqüência dessa aceitação.
Eu não me importo com legado ou patrimônio. O que eu quero é simplesmente viver confortável. Viver, em si, não é atrativo: eu acordo todos os dias e vivo em piloto-automático – até as minhas decisões são pré-moldadas, e somente evito me doer fisicamente. E acima de tudo, não ser mais o dono de mim. Eu não acordaria, se dado a opção.
Adrenalina
Tem os momentos em minha vida em que eu me pergunto: o que eu estou fazendo aqui? É a mesma sensação de quando eu estou prestes a fazer algo em que aterroriza. Como, por exemplo, uma volta na montanha-russa. Aqueles momentos em que se sobem os primeiros trilhos e você se pergunta: o que eu estou fazendo aqui? O que eu vim fazer aqui? Por que eu estou aqui? De quem foi a idéa de vir aqui? O que eu vim fazer aqui? Será assim que se sente quando se esta prestes a ser feliz? Feleicidade é gozo? E depois do gozo você está cansado ou se arrepende? Ou simplesmente você se sente culpado porque não soube ser feliz por mais tempo? É difícl. Eu não sei o que eu quero dizer com isso... eu só sei que acabei de ver o novo filme do Freddy Krueger e eu me perguntava em cenas-chave: o que eu vim fazer aqui? Sabendo que eu adoro adrenalina, mesmo eu tenho medo da adrenalina...
Leis de Murphy
A partir do momento em que eu começar a viver a vida, no perfeito momento seguinte eu vou morrer, ou qualquer outro acidente suceder... Não, as Leis de Murphy não são acidente.... mas qualquer evento que vai me dar segundos pra finalmente entender o que eu não sei vai saltar diante de mim. Será que o meu instinto suicida é uma luta inconsciente pra me manter vivo?
Como vai você?
Eu entendo o porquê de o Luciando ter ficado com raiva: Na época eu tentava olhar nos olhos dele e fazer com que me prometesse que ia se cuidar. A nossa despedida não foi uma despedida clássica, mas foi memorável sim. Na verdade, flashes daquela viagem me perseguem hoje e me perseguirão pelo resto da minha vida – e talvez mais. Antes dele literalmente desaparecer, eu disse: “promete que vc vai se cuidar”. E ele rspondeu: “faz diferença?”. Talvez ele não fosse tão agil – talvez a resposta me machucou tanto que eu levei mais que o normal pra me recuperar, e quando levantei a cabeça pra lhe dizer qualquer outra coisa, ele havia desaparecido.
Mas que ele me disse, de verdade, foi: “você não vai fazer parte da minha vida e eu não quero te ver nunca mais, então que diferença faz o que eu faço da minaha vida?” Mas não era essa a minha pergunta. Eu não queria saber se ele ia ficar bem, eu simplesmente queria que ele concordasse comigo em alguma coisa, pelo menos uma vez – era tudo o que eu queria.... Ele não precisava cuidar dele, eu só queria que ele conversasse comigo ou que fingisse que estivesseos em sintonia. Foi como o Izaltino, pela Internet, perguntando como foi a minha operação – da extração do meu cisto, e eu não respondi nada. Eu penso que o Izlatino não queria exatamente saber como eu estava – ou queria saber sim, mas não ia fazer diferença se eu estivesse morto ou prestes a morrer. Na verdade não apenas ele, mas todos preferiam que eu sobrevivesse: era mais fácil e conveniente pra eles. O que ele queria era paz de espírito porque nos dois sabemos que nós não temos mais uma amizade, mas uma conexão residual. Nós dois nos machucamos. E isso me faz entender que não é fácil ser liberal... não eh todo mundo que dá conta de ser, vamos dizer – vai soar prepotente: não é todo mundo que sabe ser como eu era em Valadares, sempre disponível, sempre aberto, sempre farto, sempre dividindo. As duas vezes em que eu precisei de abrigo eu fui maltratado.... o que isso faz de mim? Significa que eles não me perdoam por não serem como que eu sou? Ou é o simples fato de que eles não gostavam de mim, mas da liberdade que eles tinham perto de mim? E o resto era apenas conveniência?
Poltergueist
Eu entro e saio do MSN, anunciando e denunciando a minha chegada, na esperança de que alguém do meu mundo - meu MSN, minha rede possa me ver. Não que eu queira que alguem me aborde e comece uma conversa. Longe disso: eu não tenho paciência pra conversas pelo MSN. Esse entrar e sair é apenas um exercício do poltergheist.
Sim, as pessoas se esquecem com o passar do tempo – mesmo dos mortos. Saudade é proporcional à falta que se faz, e com o tempo outras coisas substituem a falta e a saudade se esfarela. Ou, em outros termos: o tempo a tudo cura! E tem mais: no MSN ou outras redes sociais, a meméria seletiva tem o poder do delete!
O que me intriga, na verdade, é que eu não sei se eles apenas fazem parte do meu mundo. Eu não sei de que mundos eu faço (ou fazia) parte....
Enésima Retórica.
Aí eu comecei a pensar: mesmo eu desconhecendo a existencia de alguma coisa que me define, eu automaticamente sou aquilo ou eu tenho que aceitar primeiro?
último...
Coisa estranha...
Eu acabei de perceber que ontem eu fui pro trabalho e era o último dia em que a loja estaraia aberta antes da reforma: expectativas... quase que um aniversário às avessas! Eu fui porque era o último dia da loja e era também o último dia de trabalho de uma das senhoras do setor masculino. Ela tem 72 anos e estava se aposentando não porque estava cansada e derrotada, mas porque a loja não ia mais ser o que ela conhecia como a loja em que ela trabalhava. Talvez ela quisesse manter viva a imagem condizente com as lembranças dos tempos felizes e pessoas que por ela passaram e que não voltam mais... 72 anos é muito tempo e lembrar é sentir falta...
Aí de repente, no último dia me caiu a ficha de que talvez fosse aquele o último dia em que eu a via. Mas, por outro lado, seria – não hipoteticamente, mas sim, o último dia em que todos nos veríamos o nosso passado na loja. Eu não gosto das últimas vezes: elas me assustam. E a vida é uma constante de últimas vezes: nada se repete...
Qual é o meu problema com a infância e a figura materna?
Eu chorei em “Inteligência Artifical” e “Em Busca de Neverland”. Mas eu lembro também que eu chorei em”Eduardo Mãos de Tesoura” e “Uma Equipe Muito Especial”. Salvo engano... não, em “Iris” eu não chorei não, mas me deixou profundamente triste... será que isso tudo são reflexos dos problemas mal resolvidos com minha mãe? Mas que tipo de coisa mal resolvida eu tenho com minha mãe? Qual é o problema que eu tenho com a minha infância? Ok... meu pai não foi uma imagem freqüente – ou constante, quando esteve. Minha mãe sempre foi absorta: ela fora criada assim, e do jeito dela, talvez pensasse que era assim que se criava os filhos. E será por isso que hoje eu fugi e não quero saber de ninguém perto de mim? Eu jamais vou confrontar esse problema...
L-Dolla
Lógico que eu não estou contente, mas pelo ou por que que eu estou lutando?
É a atencipacao do argumento, medo do confronto, evitando ridículo, ou eu sou simplesmente analítico com ênfase no normal?
Eu luto lutas imaginárias quando algo me incomoda.
26.4.10
O meu Sonho!
Antes de tudo, lembrar dos meus sonhos é algo inusitado. Quase que um omen em si mesmo. E hoje eu sonhei com os meus ídolos: eles não morreram, afinal. Acontece que eles adotaram um low profile extremista.
No sonho eles não resistiam e emergiam dos disfarces, deliciando os transeuntes desavisados que os confundiam com wannabes – e eles não se importavam porque, no meu sonho, eles amavam arte, e não a fama.
Eu não sei exatamente qual era o meu papel no sonho, mas nós nos reconheciamos e eles falavam comigo quase que de igual pra igual.
Eu não sei se devia, mas eu fiquei triste quando acordei – talvez porque não quisesse que chegasse ao fim. Talvez eu ficasse triste porque eu queria escrever os detalhes do sonho – apesar de saber que contar um sonho é proibido. Ou eu ficava triste porque aquele sonho era o meu sonho
(...)
Eu me prendi ao sonho pelo máximo que eu pude. E de tão qerido, despedi-me em voz alta, quase que me desculpando: eu ainda não sei a diferença entre sonho e faz-de-conta....