27.8.11
Absorto
20.8.11
Standards
O fato de eu ter feito paz com a vida e aceitar as pessoas com toda a bagagem que elas trazem consigo me fazem menos hipócrita?
10.8.11
Standards
O fato de eu ter feito paz com a vida e aceitar as pessoas com toda a bagagem que elas trazem consigo me fazem menos hipócrita?
5.8.11
Oração dos Amantes
Silêncio desconfortável
Cansado
Eu acho que já deu... Já foi... Acabou. Eu cheguei naquele ponto em que eu preciso mudar.
30.6.11
Sem Revisão
No momento eu sei que eu falhei e a cada dia que passa eu me distancio mais e mais da felicidade e me inebrio nos vícios piscianos. Eu também me distancio dos meus objetos de desejo porque eles me lembram do meu fracasso, e porque ler se tornou um ato de masoquismo.
Sim, eu me aceitei triste e solitário como todo adulto que se entrega à vida, e de uma forma assustadora, olhou fundo no penhasco sem medo - quase que desafiando e esperando que o penhasco olhasse de volta.
Neste momento eu escrevo em estrutura, repito o obvio: estou na praia cercado de vidas, esperando o tempo passar. Eu não tento me analisar: eu sou apenas um homem na praia, cercado de vidas, esperando o tempo passar. E aceito que a ignorância é felicidade. Por enquanto eu me escondo atrás não apenas dos óculos escuros e das lentes de contato: eu me escondo atrás do personagem que eu criei e hoje em dia acredito que ele seja o eu. E ele está orgulhoso da minha performance, e assim vai estar até que alguém...
22.6.11
English
16.6.11
15.6.11
Block é o novo "Fora"
Em tempos de Twitter, Facebook, Gaydar, Grindr e afins, bloqueio é sinal de que a inocência foi perdida e que a infatuação tem que passar.
Também é sinal de que a vida continua e que eu não mudo: o que muda é somente a outra pessoa.
Há tempos eu tenho no fundo da memória a música "Are You Still Mad" da Alanis. Duas frases me chamam atenção: "Are you still mad I had a an emotional affair?" e a outra é "Are you still mad that I gave up long before you did?". Ambas exemplificam perfeitamente o luquidificador de idéias em que se tornou a minha cabeça. A primeira porque ao contrário de muita gente que trai, eu não traio com o corpo - eu sou ainda mais baixo e entrego a minha alma também, só que por culpa eu volto pra casa arrependido e vivo a segunda sentença comigo mesmo, e eu sinto falta do que eu não tive...
Um dia desses a Rita Lee tuitou: "nostalgia é relembrar e sentir falta, saudade é querer de novo o que já se teve..."
30.5.11
O SonhoIimita a Vida
Hoje eu acordei de um sonho em que eu tentava não me esquecer de algo que eu deveria escrever. O sonho era interrompido freqüentemente para que eu me concentrasse e não perdesse a linha de raciocínio... mas eu não preciso dizer que eu não faço idéia do que eu não deveria me esquecer: o sonho imita a vida, não é verdade?
15.5.11
Inadequado
Este é um post difícil porque eu não sei direito organizar o que eu sinto a respeito da minha inadequação social. Eu adoro multidões, eu amo platéia, mas odeio me expor. Eu me apego demais aos que me dão atenção e por isso eu "preciso" fazer tudo certo - daí a minha necessidade de ser o melhor, nem que pra isso eu me cerque de idiotas. Eu ainda
Morro de vergonha da Élida por ela ter visto a minha inadequação... Nós nos distanciamos quando ela viu que eu era mais marqueting do que conteúdo - e eu não a culpo por isso. Ela quer vencer, então por que me manter por perto se ela viu o meu limite? E não foi ela apenas a me expulsar do convívio social: o Maycon fez o mesmo quando eu não era mais necessário, e levou os meus amigos consigo: eu não suportei não ser o host!
E depois que Samuel saiu pela coxia, eu me senti mais que excluído: pela primeira vez na vida eu entendi que eu era mesmo inadequado.
E hoje em dia num país cuja língua não me é nativa, meu coração corta por entender que pode ter sido esta mesma inadequação a que meu pai se referia quando decidiram pra ele que ele seria a vítima.
Hoje em dia depois da reforma ortográfica nem mesmo o Português é o meu ponto forte. Estudo? Atualização? Eu não sei decidir se tomo banho de banheira ou de chuveiro, quem diria o topo da minha lista de prioridades!
14.5.11
Sobre a escrita
Eu sempre me conformei com a supraperformance (tá certa essa fusão, meu deus?) sobre os medíocres, e tal aceitação pode nunca ter sido tão forte em mim quanto agora.
Quem me culpa por não me igualar aos excepcionalmente bons se eu posso me exceder ante aos medíocres? Humilhação seria eu me igualar a eles ou se eles me alcançarem... Jogada de mestre? Preguiça? Medo? Planejamento excessivo? Covardia? Ou simples sorte? Será que um dia eu vou descobrir?
5.5.11
What do babies do all day?
24.2.11
A dor...
19.2.11
O que ficou para trás
23.12.10
Fim de ano...
Minha casa? Meu objetvo de vida? Minha relacao com o deus? Minhas escolhas? Meus semelhantes? Minha identidade? Minha afiliação: todos amorfos, indefinidos.
Nada é claro. Nada é conclusivo. Nada é direto. E eu não me sinto aceito.
Nada é confirmado. Casa é lugar nenhum, e eu nunca precisei me esforçar de verdade.
Eu me desfiz do material pensando que eu ficaria mais leve e joguei muitas coisas fora, mantendo apenas fotos e livros e outras coisas que eu preciso esculpir em algo consistente e pacífico pra mim, como a minha tatuagem, meus amigos no coração, o cheiro da casa dos meus pais e a certeza de que eu fiz parte de algo. O senso de mim mesmo, um (des)propósito definido, minhas raízes procurando e o desejo de ser limbo nunca mais...
15.8.10
Eu ainda luto pra não morrer.
Eu luto pra me manter vivo dentro de mim.
Eu luto pra não deixar morrer o que existe de mais primordial em mim, e que me é tão querido – e maldito. Sim, as contradições são meu nêmesis, e meu prazer. Escolha é o meu inferno e paraíso: é o meu depois da morte.
Eu hoje me vejo como meu pai, sempre perguntando da correta maneira de se dizer e de se fazer, e me maravilhando com o quanto se pode aprender num segundo. Por outro lado eu me sinto derrotado por não ser o prodígio e a referência. Eu fui mal-acostumado. Ou talvez apenas rodeado por mediocridade. Ou talvez eu fosse mesmo o dotado, mas o medo de cair foi maior, e eu fugi.
Sim, eu fugi com a intenção de me procurar, e hoje em dia eu luto pra não me perder...
Eu me guio na claridade, procurando pela escuridão – e vice-versa: tudo pra não esquecer de como eu era: alguém de quem eu não sei se sinto, realmente, falta. Alguém que exagera nas vírgulas. Alguém que não consegue decidir por um banho de chuveiro ou de banheira. Alguém que segue o caminho das circunstâncias e se deixa guiar pela maré. Alguém que inventa necessidades pra se prender ao atual porto-seguro. Alguém que inventa um passado e resiste ao futuro. Alguém que escreve sem pensar e vomita palavras,mas depois das limpa do papel – anal que é. Alguém que não sabe exatmaente o que quer – ou não tenha, talvez, noção nenhuma do que quer. Esse alguém sou eu e esse eu ativa e desativa o Caps Lock, e reconhece o som das teclas do computador. Um alguém que quer não querer o sucesso por medo. Ele não sabe que de quê ele tem medo. Alguém que se recusa a usar a nova grafia!
Talvez ele tenha medo de esquecer como se usam as palavras “não” e “talvez”, que lhe soam como “obrigado” e “por favor” – sentenças que um dia alguém disse que o levariam longe. E esse longe, ele sempre pensou, seria um termo metafísico, e não extenção territorial. Um longe que pensava não estar tão intimamente conectado a humildade. Humildade que se confunde com subserviência, e que se mistura com fobia social.
As máscaras ou não servem ou não se fixam, e ele sai correndo da multidão – pelo menos em pensamento, porque coragem pra ser neurótico lhe falta, por medo de ser anti-social.
É por isso todo que ele (ainda) escreve!
27.6.10
16.5.10
Outra vez!?
Eu acho que eu vivo para expor a minha opinião. Quero, na verdade, que as pessoas concordem comigo. Não: não quero mudar o mundo, mas viver confortavemente como conseqüência dessa aceitação.
Eu não me importo com legado ou patrimônio. O que eu quero é simplesmente viver confortável. Viver, em si, não é atrativo: eu acordo todos os dias e vivo em piloto-automático – até as minhas decisões são pré-moldadas, e somente evito me doer fisicamente. E acima de tudo, não ser mais o dono de mim. Eu não acordaria, se dado a opção.
Adrenalina
Tem os momentos em minha vida em que eu me pergunto: o que eu estou fazendo aqui? É a mesma sensação de quando eu estou prestes a fazer algo em que aterroriza. Como, por exemplo, uma volta na montanha-russa. Aqueles momentos em que se sobem os primeiros trilhos e você se pergunta: o que eu estou fazendo aqui? O que eu vim fazer aqui? Por que eu estou aqui? De quem foi a idéa de vir aqui? O que eu vim fazer aqui? Será assim que se sente quando se esta prestes a ser feliz? Feleicidade é gozo? E depois do gozo você está cansado ou se arrepende? Ou simplesmente você se sente culpado porque não soube ser feliz por mais tempo? É difícl. Eu não sei o que eu quero dizer com isso... eu só sei que acabei de ver o novo filme do Freddy Krueger e eu me perguntava em cenas-chave: o que eu vim fazer aqui? Sabendo que eu adoro adrenalina, mesmo eu tenho medo da adrenalina...
Leis de Murphy
A partir do momento em que eu começar a viver a vida, no perfeito momento seguinte eu vou morrer, ou qualquer outro acidente suceder... Não, as Leis de Murphy não são acidente.... mas qualquer evento que vai me dar segundos pra finalmente entender o que eu não sei vai saltar diante de mim. Será que o meu instinto suicida é uma luta inconsciente pra me manter vivo?